REVIEW: The Mentalist – 5×22: Red John’s Rules [Season Finale] - Líder Séries

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10 de maio de 2013

REVIEW: The Mentalist – 5×22: Red John’s Rules [Season Finale]



E agora?
Spoilers Abaixo:



A quinta temporada de The Mentalist trouxe de volta diversos aspectos que a série havia perdido ao longo de seus quatro anos de exibição. Especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento das tramas principais e na forma com que conduz seus casos, infinitamente mais interessantes neste último ano, evitando, durante a maior parte do tempo, os tediosos episódios vistos especialmente nas terceira e quarta temporadas. As novas direções criativas tomadas por Bruno Heller permitem que sua criação ande por suas próprias pernas, sem a enorme dependência de histórias que tratem exclusivamente de seu grande vilão. Por esse motivo, Red John’s Rules sequer tenta ter todo o impacto que o season finale anterior tentara (fracassadamente) obter, e por esse motivo se torna uma excelente forma de encerrar uma boa temporada.
Escrito pelo próprio Heller, o episódio retoma o que Jane havia prometido, que não deixaria sua sala de investigação enquanto não finalizasse sua busca por Red John. Quando finalmente reduz sua enorme lista a apenas sete nomes, o serial killer ataca novamente, matando Eileen Turner, que logo se revela ter íntima ligação com o passado do protagonista. Ao que tudo indica, Red John parece saber coisas sobre Jane que o deixam atordoado, especialmente por conta das inúmeras coincidências que logo se revelam cuidadosamente planejadas por seu nêmesis.
O ponto mais digno de nota neste season finale é o fato de The Mentalist mostrar ter construído esse momento com grande cuidado, justificando cada passo com acontecimentos anteriores, revelando uma coesão narrativa muito mais interessante. Por exemplo, não estranhamos o fato de Jane se recordar das mais de mil pessoas a quem já cumprimentou porque a série faz questão de mostrar seu protagonista revelando o segredo de sua grande memória, em Days of Wine and Roses. Em outros tempos, The Mentalist não hesitaria em simplesmente dizer que Jane é um super-humano, sem de fato dar algum background para uma habilidade.
Aliás, Heller parece se divertir ao contornar previsibilidades, de certa forma até satirizando seus próprios vícios de outrora. Repare como, ao ser descoberta como cúmplice de Red John, a assistente social logo tira do bolso uma pílula que certamente a mataria, mas The Mentalist sequer mostra esse acontecimento pelo fato de situações como essa terem se tornado muitíssimo recorrentes, tornando sua morte banal e sem a necessidade de um grande impacto. Ou seja, ao invés de apelar para uma solução fácil e repetitiva, a série apenas a cita para encerrar a participação da personagem, mas sem acreditar que o seria uma reviravolta surpreendente.
Red John’s Rules faz muito mais do que apenas brincar com suas possibilidades, especialmente ao dedicar seus quarenta minutos para demonizar Red John. É verdade que, da maneira como o personagem fora apresentado, o espectador não vê absolutamente nada de bom nele, mas é interessante ver The Mentalist de fato explorando essa figura vil através de Sandra, a camareira que compara o serial killer com um demônio. Ou ver Sean Barlow, velho conhecido de Jane, dizer que seu inimigo tem verdadeiros poderes, algo que, pela racionalidade da série, é bastante improvável. Tudo isso tem como finalidade introduzir a cena final do episódio, que é cruel e desgostosa e conduzida exatamente da forma como foi concebida por Chris Long, que dirige o season finale. Embora todo o conhecimento de Red John sobre todos os passos de Jane seja ligeiramente exagerado, a proposta de assustar Jane e Lisbon, que aqui representa o espectador com sua curiosidade, é cumprida com louvor, levando o público a acreditar em um jogo muito mais acirrado daqui para frente.
Lisbon que é um dos grandes destaques do episódio. Como já mencionado, ela é o perfeito espelho do que o espectador enxerga sobre Jane e sua perseguição a Red John, ansiosa para saber sobre os sete suspeitos, o que leva a excelentes diálogos com o amigo, demonstrando genuína preocupação com ele e tornando a narrativa fluida através de seus medos e motivações. Aliás, tem sido uma constante em The Mentalist utilizar a personagem dessa forma, fazendo-a ganhar importância e se tornar mais relevante dentro da trama principal, deixando de agir apenas como uma chefe que eventualmente protagoniza alguma trama irrelevante. Seu ponto alto é um diálogo honestíssimo que tem com Jane, uma das primeiras vezes em que ele de fato revela seus medos e que não se sente tão seguro assim em relação a Red John.
De fato, é isso que o serial killer provoca. Se durante cinco anos The Mentalist abordava sua trama principal superficialmente, jamais se aproximando de fato do assassino, agora vemos a situação apertada. Assim, se quando em Strawberries and Cream Jane eliminava seu inimigo e sentava-se em paz para terminar seu chá a sensação era de tranquilidade, o que vemos aqui é um semblante sério, que ressalta com extrema competência o caráter de urgência da situação, sendo muito feliz em mostrar ao espectador a aproximação do final da trama mais importante da série, e revelar que, quando se trata de Red John, Jane não tem tanta segurança em relação aos seus atos.
Além disso, as possibilidades para The Mentalist se expandem agora que a lista de possibilidades para Red John se reduziu. Obviamente, não está descartada a hipótese de Jane ter se enganado, ou que Lorelei tenha mentido para ele. Mesmo assim, é interessante imaginar que a sexta temporada deva começar com Jane espremendo sua lista até que reste apenas um integrante. Dessa forma, é difícil imaginar que a próxima temporada da série não será a última, a não ser que The Mentalist tenha alguma intenção de seguir em frente após a inevitável morte de Red John, ou que enrole o espectador por dois ou três anos, o que não me parece algo que a série faria nos dias de hoje.
O que torna Red John’s Rules um season finale conduzido com grande competência por um Bruno Heller capaz de compreender suas próprias escolhas e desistindo das desesperadas tentativas de chocar o espectador, apenas se focando em criar uma bela história, e criando ansiedade para a próxima temporada com muito maior eficiência. Agora, The Mentalist só precisa manter esse ritmo no próximo ano. Será?

Um comentário:

Anônimo disse...

O episódio foi chaaaaaaato, cansativo, mostrando mais do mesmo. Porque é óbvio quem é o Red John!... ¬¬'

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