Top 10 Séries e os universos alternativos - Líder Séries

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20 de dezembro de 2012

Top 10 Séries e os universos alternativos



Como seria se fosse sempre assim?


Em séries que tenham muitos anos no ar, costuma ser natural a inclusão de episódios especiais. EmNip/Tuck há uma cena engraçada em que Oliver Platt (ou Bradley Cooper, não sei), que faz umShowrunner de uma série que está em sua primeira temporada, recebe o roteiro de um episódio musical e esbraveja para o produtor: “Episódios musicais são para se fazer lá pela sétima temporada. Vamos parecer desesperados”.
E é bem assim mesmo. Geralmente as séries só se arriscam a fazer episódios assim quando já estão bem consolidadas. E assim como os musicais, os episódios de realidade alternativa ou realidade futurística (que não deixa de ser alternativa), também sempre ganham sua presença em algum momento.
É de praxe nesse tipo de trama, nos mostrar que independente da decisão que tomamos, algumas coisas TÊM que acontecer. E acabamos caindo nessa ceifadora noção de destino, e nos divertindo pacas com as novas possibilidades de vida daqueles que acompanhamos por anos.
Abaixo, uma lista com as dez viagens a outras realidades que tanto contribuíram para o original, como foram descarados gritos de desespero.
Grey’s Anatomy


Depois de oito anos no ar e já tendo tido a experiência terrível de um episódio musical, eis queGrey’s aposta numa realidade totalmente alternativa, onde Meredith nunca perdeu o convívio com a mãe e por isso, tem uma personalidade menos autodestrutiva. A graça desse universo de Grey’s está em encontrar nossos personagens em posturas e situações inusitadas, mas que vão se alterando conforme os acontecimentos para no fim das contas, voltarem ao que víamos na realidade vigente. Alguns atores já ausentes do elenco voltaram para participações e isso conferiu credibilidade à história. O destaque vai para Cristina, claro, ainda mais sombria e irresistível que nunca.
Nip/Tuck


Ryan Murphy não parecia se importar muito com o que andava se falando da quarta temporada deNip/Tuck, porque sem medo de ser feliz, piorou mais ainda as coisas com esse terrível episódio que viajou no tempo para mostrar uma realidade em que os laços que uniam os personagens estavam mais confusos quanto sempre estiveram. O episódio exagera no layout futurista, conta uma história que não interfere em nada para a trama, faz conexões bobas e poderia nunca ter existido.
The Sopranos


No início – eu disse no início – da sexta e última temporada de The Sopranos, tantas coisas aconteceram na première que aquilo até parecia um finale. Uma delas foi o tiro quase fatal dado pelo tio de Tony no sobrinho, e que o colocou num coma profundo. Tony então é transportado para um universo onde ele nunca foi um mafioso, onde sua vida é completamente ilibada. Mas como se trata de The Sopranos, isso não acontece sem ser absolutamente fantástico. No episódio, Tony – que não se chama Tony – troca sem querer de documentos com um homem muito parecido com ele. Sem poder embarcar de volta para casa, assume a identidade do homem até que seu problema seja resolvido. A metáfora é tão perfeita que assusta. Um dos momentos mais absolutamente poderosos da série.
Lost


Damon Lindelof Carlton Cuse quase enlouqueceram os fãs de Lost quando no início da sexta temporada, mostraram uma realidade em que o avião nunca teria caído na ilha. Durante os 16 episódios seguintes, passamos o tempo todo especulando sobre o que aquilo significava. Na tal realidade, os personagens continuavam se cruzando e alguns dos mortos na ilha, permaneceram vivos. As teorias eram muitas, tantas que dificilmente o resultado agradaria a todos. Dito e feito. A explicação para a tal realidade (que imprimia desejos ou expectativas dos personagens sobre si mesmos) foi recebida pela audiência com repúdio. Embora estivesse dentro da proposta da série e tenha funcionado muito bem pra mim – que me senti recompensadíssimo pelos incríveis seis anos de lealdade – a realidade alternativa foi um tiro no pé e acabou borrando o respeito que a série manteve até ali.
The X-Files


O caso de The X-Files é bem restrito a apenas um bloco de um episódio. Nele, Mulder, também em coma (motivo campeão para viagens alternativas), tem um devaneio de como seria sua vida se ele renunciasse a sua busca pela verdade e aceitasse a proposta do Canceroso para colaborar com oprojetoMulder se vê casado com Diana Fowley, tem sua irmã de volta e vira vizinho do falecidoGarganta Profunda. O devaneio ganha proporções catastróficas e o mundo sendo dominado pelos alienígenas é apresentado para que o personagem entendesse que sua abdicação da luta, resultaria em uma colonização terrível e dolorosa.
The OC


Depois de ousar matar Marissa, o criador de The OC recebe a informação de que a temporada atual seria a última. O programa então entra na melhor safra de episódios desde a primeira temporada. Episódios engraçados, espertos e inteligentes. Um deles, depois que Ryan Taylor caem do telhado da mansão dos Cohen, mostra como teria sido se Ryan nunca tivesse ido parar na vida de Sandy. O episódio é um desbunde de criatividade, e como não poderiam trazer Mischa Barton de volta, os roteiristas muito espertamente, informaram que sem a chegada de Ryan, Marissa jamais teria sobrevivido à overdose em Tijuana, lá no início de tudo. O episódio tem versões hilárias dos personagens e um momento lindo, quando Ryan pensa que talvez Marissa esteja viva, e vai procura-la ao som de uma linda versão da canção Paranoid Android do Radiohead.
Community


Os episódios temáticos de Community são conhecidos por sua ousadia e inteligência. Na hora de ir para um universo alternativo não seria diferente. A questão é que resolveram cair de boca no conceito e apresentaram nada mais nada menos que sete possibilidades diferentes. Uma para cada personagem, mostrando o que teria acontecido se o grupo de estudo não tivesse sido formado. Uma aula de como se brincar com um mito dramatúrgico.
Felicity

A história da mocinha de cabelos crespos dividida entre dois amores nunca foi lá uma das melhores coisas da TV. Keri Russel viva uma protagonista apática que ficava falando com um gravador e estava sempre indecisa. A última temporada foi cancelada na metade e os roteiristas só tiveram até o episódio 17 pra terminar os arcos. No entanto, o estúdio voltou atrás e encomendou mais 5 episódios, que formariam a temporada regular. Mas todos já tinham filmado o final. J.J Abrams não pensou duas vezes em sair totalmente do convencional. Inventou uma história louca de Meganfazendo um feitiço e Felicity voltando no tempo por causa dele. A moça toma outra decisão ao invés da primeira, e tudo muda, criando um universo paralelo que ressuscitou mortos, provocou outras mortes, reconfigurou tudo e sambou nas nossas caras.
Friends

A premissa de Friends é imensamente simples e imensamente funcional. Ao começar com Rachelchegando a Nova York depois de fugir do próprio casamento, os roteiristas já abrem um monte de paralelismos que poderiam ser amplamente trabalhados. Daí, o episódio That One That Could Have Been nos apresenta como seria a vida dos nossos amados amigos, se algumas dessas coisas tivessem acontecido de um jeito diferente. E se Rachel não tivesse dado uma de Noiva em Fuga? E se Joeynão tivesse saído de Days of our lives? E se Phoebe tivesse ido trabalhar em Wall Street? Como sempre, as possiblidades são exploradas da maneira mais hilária possível, com direito a Monica ainda gorda dançando em frente a TV, e a ex-mulher de Ross sufocando sua sapatonice com dificuldade. Esse é um clássico da série e mostra como a força de personagens bem construídos, pode fazer com que qualquer enredo funcione.
Fringe

As realidades paralelas são praticamente a base de apoio de Fringe, mas no início ninguém sabia que íamos por essa linha. Tanto foi o nosso espanto quando soubemos que Peter pertencia a “outro lado” e vimos Olívia atravessar, estupefatos, para cair bem numa sala do World Trade Center.  O lado B foi profundamente visto na segunda e terceira temporada e vimos uma realidade onde não existia oBono, onde as pessoas lidavam com buracos entre um universo e outro como parte do cotidiano, onde Olívia era ruiva e mais descoladinha, onde os dirigíveis tinham dado certo, e onde Walter era frio e calculista. A série vive um momento difícil, com suspeitas de um lado “C” e ainda focada em conceitos que podem não salva-la do cancelamento. Mas é sem dúvida, uma das coisas mais inteligentes que já foram feitas na TV mundial.

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