Review: Revenge – 2×08: Lineage - Líder Séries

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3 de dezembro de 2012

Review: Revenge – 2×08: Lineage



De volta para o passado.
Spoilers abaixo:


Se há uma coisa que Mike Kelley há tempos já percebeu é o fato de que a saga de Emily em Revenge torna-se completamente plana e superficial sem a profundidade conferida à série por Victoria Grayson – ou mesmo Victoria Harper, nome dessa princesinha na flor da idade à qual fomos apresentados neste episódio.
E, aos 15 anos, Victoria já era involuntariamente o centro das atenções. Qualquer homem ficava completamente fascinado por seu encanto – exatamente como nós, fãs de Revenge, ficamos à medida que conhecemos Victoria Grayson.
Já sua mãe, Marion Harper, era o típico exemplo de femme fatale. Uma bela e implacável mulher, sem o menor pudor de fazer o que quer que fosse necessário para atingir seus objetivos. O problema é que ela era tão transparentemente traiçoeira e desinteressante que nenhum dos seus pretendentes realmente se interessava por ela. O próprio Thomas parecia ter mais carinho legítimo por Vicky do que por sua mãe. Carinho que Marion, com seus olhos e coração cheios de amargura, enxergava como interesse sexual – algo que, em uma jogada bastante inteligente, não foi esclarecido pela série. Thomas era casado e já era um caso perdido, mas Marion estava tão dominada pelo rancor que deu cabo do cara quando teve medo de perdê-lo e ainda obrigou a filha a assumir o crime.
Quando eu afirmei, na última review, que Victoria e Emily eram um espelho uma da outra, jamais imaginava um reflexo tão perfeito, mas agora sabemos Vicky também teve seus dias de detenção juvenil – e também passou por isso sem merecer. É incrível como, a cada episódio, Revenge faz questão de aproximar protagonista e vilã e provar que não há diferença alguma entre elas.
Para completar o calvário da pequena Vicky, ela foi recebida de volta em casa por Maxwell, futura vítima de golpe do baú da mãe. E, pelo golpe, foi Vicky quem pagou o preço – preço esse que era nada mais ou nada menos que a própria virgindade. Estuprada e expulsa de casa para não ameaçar a ascensão social da mãe, Victoria cresceu sem qualquer suporte para tornar-se a rainha e a mulher botocada implacável e perigosa que conhecemos hoje.
No fim das contas, a verdadeira megera de Revenge é Marion Harper, que transformou Victoria em tudo o que ela é hoje. Senti uma vibe completamente “Once Upon a Time” nessa brincadeira, e isso não me deixou muito feliz. Esses roteiristas de séries estão muito Freudianos! A culpa é sempre da mãe! Não fossem essas genitoras víboras, nossas divas poderiam ter se tornado princesas virgens e inocentes – bom, talvez no fundo tenhamos é que agradecer a essas mães megeras, afinal.
A principal diferença entre Vicky e Regina (a outra diva sensacional da ABC), porém, é que a primeira já provou não ter medo algum da mãe. Vimos isso nesse flashback de 2006, quando pudemos presenciar – com todo o prazer que isso implica – o plano de Victoria para assistir de camarote à derrocada de Marion. E qual foi o tamanho do “PÁ” na nossa cara ao descobrirmos que absolutamente todos os acontecimentos, desde o primeiro encontro entre o novo pretendente de Marion (que na verdade era um ator) até o contato inicial com Daniel, faziam parte de um plano da nossa rainha para poder rir por último – e de quebra, salvar esse episódio filler do ostracismo? E tudo isso em pleno jantar de Ação de Graças, claro. Aprendeu, Regina? Se não, peça um curso particular para nossa Vicky, por favor, que você anda boazinha demais pro meu gosto.
Enquanto isso, em um arco extremamente mais previsível e desinteressante, Emily Thorne enfrentava ALEATORIAMENTE uma máfia russa. É isso mesmo, amigos, Revenge chegou a esse ponto. É incrível como um pouco de cabelo faz diferença para uma pessoa. Takeda careca parece até outro personagem! Além da cara de malvado constante, agora descobrimos que o cara manda nossa protagonista para missões aleatórias mundo afora. Acabo enxergando essa missão maluca como uma forma de nos indicar que Takeda realmente está envolvido em algo muito maior, como eu havia pontuado na review do season finale da primeira temporada. Se Takeda, essa máfia russa e o sequestro da irmã de Aiden (que vai acabar aparecendo, claro) não tiverem, os três, relação nenhuma com a Iniciativa, ficarei muito surpreso.
O mais bacana desse arco foi ter algum gostinho do passado de Ashley que, sem saber, já conheceu Emily antes, nos tempos em que quase se tornou uma biscatinha profissional, e não apenas metafórica. E fez questão de assinar nome e sobrenome num SMS para uma desconhecida sem que isso fosse requisitado (como não amar?).
A propósito, adoro como a ABC faz referências a suas próprias séries. Não sei se citar “Kandinsky” foi coincidência ou não, mas o fato é que é impossível para quem as assiste pensar apenas no pintor e teórico da arte russo, e não também no assassino da infelizmente cancelada “666 Park Avenue”. O fato é que, aos poucos, começo a achar que Ashley finalmente tem pano para a manga de Revenge (mas lembrando que eu também achei isso na temporada passada, o que só serviu para gerar frustração).
Já na NolCorp, o bilionário mais querido do mundo das séries começa a me fazer entender por que ele trocou de lado e decidiu engatar um romance com Padma. Claramente, Nolan tem dedo podre pra homem. Primeiro, envolve-se com um prostituto, cafajeste e assassino. Agora, descobrimos seu diretor financeiro que teve o coração partido por achar que Nolan preferia financiar um terrorista a ficar com ele, e agora retornará megaevil para acabar com o ex. Aqui, vale uma crítica ao gestual do ator E. J. Bonilla. Foi desnecessariamente afetado, acabou ficando um pouco artificial demais. Nosso amigo Mason conseguia mostrar suas intenções de se tornar a diva da série sem precisar desse tipo de recurso. Mas é apenas uma observação, nada muito grave. Até porque estou muito interessado numa catfight entre Marco e Padma – de preferência com Padma levando a pior. Mas posso mudar de ideia, já que é cedo para dizer que Marco é um bom personagem. Aguardemos.
O episódio também confirmou o que já imaginávamos: Kenny Ryan e seu irmão realmente querem vingança pela morte do pai, que, coitado, era só um indefeso mafioso que extorquia grana dos donos dos barcos dos Hamptons. E, se você não percebeu isso quando Ryan pai disse “também tenho dois filhos”, não entre em pânico, pois o DIDATISMO de Revenge é exemplar, e Kenny tinha que aparecer dizendo “Gente, meu pai chamava whisky de caramelo dos homens ricos, duh!” Eu só ouvia “Amiguinho, se você tem 6 anos ou não prestou atenção em ABSOLUTAMENTE NADA até agora, o cara que morreu era meu pai, viu?”
E nada disso importa, já que essa trama inútil serve apenas para justificar o naufrágio do Amanda, que ainda deve levar uns 7 ou 8 episódios para acontecer.  Aqui, vale filosofar um pouco sobre esse mistério nada misterioso, que só me causa preocupação por ver Mike Kelley reciclando completamente uma ideia da primeira temporada e falhando miseravelmente em despertar nosso interesse. Sou capaz de apostar uma caixa de línguas de gato no fato de que o corpo dentro do barco é um dos irmãos Ryan, provavelmente o próprio Kenny.
Ainda que eu esteja errado, sabemos que nenhum personagem importante morrerá no evento, e, se ele seguir o exemplo da morte na praia, sabemos também que esse naufrágio não trará nenhuma “virada” ou grande consequência para nossos personagens principais. Por que, então insistir com isso, e nos obrigar a aguentar todo um arco tão maçante? Não dá, amigos. Para a nossa sorte, em um filler bem mais desnecessário do que a viagem ao passado da primeira temporada, tivemos a princesa Vicky Harper e a rainha Victoria Grayson para nos salvar. Amém!
Observações:
- É oficial, virei shipper e agora estou achando linda a cumplicidade entre Victoria e Conrad. O que eu faço, gente?
- Já Emily e Aiden está difícil shippar. Não há química alguma – mas física não falta ali, isso eu reconheço.
- Momento Nolan: como não amar a carinha de felicidade do nosso nerd favorito ao receber de presente “Zoltan, The Galaxy Defender”? Fofura define essa cena.
- Até na hora de desafiar a família, o “poeta” Daniel faz isso escolhendo ser um banana! É mole?
- Melhor participação especial da história de Revenge: SAMMY!!!!!!!!!!!!!!!!! R.I.P. Sammy. Saudades eternas.

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