Review: Homeland – 02×12 – The Choice (Season Finale) - Líder Séries

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19 de dezembro de 2012

Review: Homeland – 02×12 – The Choice (Season Finale)


Quanto tempo pode durar um ‘felizes para sempre’ sem se tornar entediante? E como pode um breve lapso de alegria ser mais emocionante do que qualquer chance de futuro perfeito? A finale deHomeland não foi uma montanha russa de acontecimentos e choques, mas deixou muita coisa a se pensar.

SPOILER ABAIXO:




Ao longo desta segunda temporada da série, um de meus grandes medos, apesar da confiança cega, era de que sua coragem pudesse se tornar também um pouco sua fraqueza. E, embora ainda não tenha conseguido formar uma opinião concreta sobre esse episódio, tenho a sensação de que a trama pode ter ido rápido demais em suas premissas, restando pouco a contar. Ou, talvez, que suas decisões tenham levado a um novo caminho, que assusta à primeira vista.
Quando eu comecei a assistir à história, fiquei com um pé atrás, por ter preguiça do patriotismo americano e coisas assim. Só que aí, acabei surpreendida com as relações humanas, com o destaque dado para os personagens em suas vidas e motivações. Isso me prendeu. O que eu não consigo saber é se apenas este enfoque é suficiente para manter a grandiosidade da trama por muito tempo. Não me entendam mal, eu adoro Carrie, adoro Brody, mas a sensação é de que seu enredo já foi contado. Talvez por isso esteja sentindo dificuldade em decidir se gostei ou não dos rumos tomados agora.
Algo na felicidade inicial do casal me incomodou. Dava pra imaginar que algo grande estava à caminho.Eduardo Storm, enquanto assistia, chegou a dizer que estava enxergando a hora que um tiro atravessaria a janela e atingiria Nick, o que acabou não acontecendo. O principal acontecimento acabou vindo mais tarde, com um pouco de previsibilidade e muitas possibilidades.
Antes de comentar a explosão em si, apenas eu fiquei um pouco surpresa com a atitude de Quinn? Eu entendo que os personagens têm nuances, que não são uma coisa só. Gosto muito desse idealismo, de que ele acredite que mata apenas homens maus, contudo, não sei se compro sua desistência em matar Brody. Não sei, pareceu um pouco forçado, talvez sensível demais para um assassino. Apesar disso, confesso que vibrei um pouquinho ao vê-lo colocar Estes em seu lugar. Falando nele, alguém vai sentir sua falta?

Morro de curiosidade pra saber como foi que Carrie se envolveu com o chefe, essa informação nunca foi muito explorada, não consigo imaginá-los juntos. Se foi apenas sexo, até pode ter alguma lógica, fico frustrada por que acho que nunca vamos saber muito mais. Minha principal dúvida sobre sua despedida agora é quem será o próximo antagonista. Com Nazir eliminado e o ‘vilão’ da CIA igualmente descartado, a série vai precisar de reciclar. O quanto isso é bom e o quanto é ruim?
Ver Carrie levando Brody para a fronteira me fez pensar no caminho que a 3ª temporada poderia seguir, com os dois fugindo, talvez. Mas, como disse no começo, essa alegria de comercial de margarina não é instigante. Por mais que possa ser fofo ver o alívio dos personagens, Brody fazendo piadinhas semi sexuais é algo que não pertence à imagem tensa passada pela maioria dos episódios. Gosto muito dele, e até entendo que matá-lo seria tirar um pouco da alma da história, mas essa decisão de mantê-lo vivo pode ter sido um tiro no pé.
Da mesma forma, deixar com que fosse eliminado talvez não pudesse ser o melhor, pensando na trama como um todo. Como ficaria Carrie sem sua obsessão? Ela ama este trabalho, mas os momentos em que é mais incrivelmente burra, como disse Saul, é que são seus melhores. Adoro quando está um passo à frente de todos, mas são suas lágrimas e desespero que dão o tom de toda série.
Lágrimas. Que vontade de chorar em todas as cenas de Saul. Eu tinha uma grande implicância por Mandy Patinkin por causa de suas atitudes com Criminal Minds, mas como não ficar de coração partido com sua expressão de tristeza? E depois, com aquele sorriso melancólico? Eu estava esperando uma finale grandiosa, cheia de reviravoltas que me deixassem de boca aberta, mas, no fim das contas, quem mais me afetou acabou sendo ele. Sabe aquela vontade boba de entrar na tevê e confortar alguém? Então, quis muito contar que Carrie estava viva, que não perdeu todo mundo. Ainda bem que ela teve a dignidade de voltar e fazer isso ela mesma.
Confesso que não saberia como reagir se ela tivesse mesmo fugido com Nick. Não sei se a intenção dos produtores é mesmo de deixar o militar no eterno posto de duplicidade, mas ainda não consigo confiar plenamente que seja inocente. Aquele período que passou sozinho com Nazir ainda me intriga. E, mais do que isso, o atentado parece contar com alguma sorte, caso ele não tenha envolvimento algum.


Seja ele completamente inocente ou não, e agora? Devemos esperar que vai dar um tempo fora e retornar apenas pela metade do terceiro ano? Ou a série vai continuar usando todas suas possibilidades de maneira rápida e sem enrolação? Por mais que essa seja uma de suas qualidades, acredito cada vez mais que poderiam ter estendido algumas de suas premissas já que a intenção era mantê-lo no elenco.
Não vou dizer que não estou ansiosa por novos episódios ou que não acredito que vai conseguir se superar no próximo ano, mas não sei se acredito na necessidade de uma nova temporada. Os pequenos desvios para fazer com ela exista trouxeram algumas dúvidas, fico apreensiva sobre um possível ‘jump the shark’, aquele momento em que a série chega ao ápice e então acaba caminhando sempre na descida, sem nada tão empolgante quanto. A não ser que tenhamos uma boa virada – o que eu não duvido, que fique claro -, pode ser que a trama já tenha vivido seu grande momento. O que não significa que esteja ou vá ficar necessariamente ruim. Talvez só não genial.
Qualquer que seja o caminho, estarei de volta ano que vem para falar sobre os episódios, torcendo para Carrie, apesar de qualquer dúvida. Enquanto isso, vou assumir as reviews de Girls em janeiro, e me derreter em elogios pela despedida de Breaking Bad lá por junho. Se você vai se sentir solitário sem Homeland, indico uma maratona dessa última, caso ainda não conheça. Se me acha exigente demais, vai entender um pouco do que Walter White fez com meu gosto televisivo.

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