Review: Dexter – 7×12: Surprise Motherfucker [Season Finale] - Líder Séries

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18 de dezembro de 2012

Review: Dexter – 7×12: Surprise Motherfucker [Season Finale]



O começo do fim.
Spoilers Abaixo:


A 7ª temporada de Dexter chega ao fim com um gosto agridoce. O balanço do 7ª ano foi bastante positivo, infinitamente superior a 6ª temporada, mas o season finale sofreu de um mal que os episódios finais do ano passado também sofreram: a previsibilidade. A grande surpresa desse final foi a cena em que Deb mata LaGuerta, da mesma forma que a grande surpresa da temporada passada era a revelação de que Gellar não estava vivo, e em ambos os casos, foi muito fácil prever os acontecimentos semanas antes.
As temporadas de Dexter costumam terminar amarradas, sem muitas pontas soltas e perguntas, e particularmente gosto do caminho que a série está seguindo para o seu provável encerramento ao final da 8ª temporada. Os produtores já confirmaram que estão preparando a 8ª temporada para ser a última, e essa semana tivemos o molho que vai dar o sabor para a conclusão da saga de Dexter.
Dois pontos muito importantes precisam ser ressaltados sobre o desenvolvimento de Dex e Deb: ao decidir que ira matar LaGuerta, mesmo não tendo matado, o caminho que Dex começa a trilhar não é mais o do anti-herói, e sim o do vilão. Dexter sempre acreditou ser um serial killer diferenciado, mas ficou claro que ele tem capacidade de seguir um caminho mais escuro ainda. Deb fez o grande sacrifício, que culminou na morte simultânea de LaGuerta e de sua própria índole. É irrelevante se ela matou por amor, o que eu não acredito muito, pois LaGuerta tinha provas que complicariam sua vida no caso da morte de Travis, mas o principal elemento é o novo laço entre Dex e Deb, um laço criado não pelo amor, mas pela tragédia e pelo sangue, e agora eles não seguem mais o caminho do embate, eles tornaram-se cúmplices máximos e companheiros.
Os flashbacks com Doakes foram legais não apenas para vermos acontecimentos que se passaram antes da primeira temporada, mas também para deixar mais claro do que nunca de como Erik King faz falta. Doakes foi um personagem com presença, relevante e divertido, completamente oposto da situação se encontra Angel e Quinn, por exemplo. Gostei de presenciar os primeiros momentos que fizeram Dexter cair no radar de Doakes, de como ele foi descuidado em se empolgar como uma cena de crime e revelou por alguns instantes sua verdadeira natureza.
Gosto de como ficou aberto a possibilidade de Hannah retornar no ano que vem. Fiquei surpreso por ela ter assumido que envenenou Deb, pois isso dilacera quase que forma mortal o relacionamento com Dexter. Achei muito interessante a forma como ficou aberta a interpretações aquela orquídea negra na porta de Dexter. Pode ser um presente de despedida ou “Durma com um olho aberto, amigão”. De qualquer forma é inegável a importância de Hannah, não apenas para a temporada, mas como para todo o desenvolvimento e desconstrução de Dexter durante esses doze episódios. Fico na torcida pelo retorno de Yvonne Strahovski na 8ª temporada.
A morte de LaGuerta pode ser estopim para inúmeras explosões. Fica praticamente impossível acreditar que Angel vai mesmo se aposentar depois dessa. Ele pode se tornar o grande antagonista de Dexter na temporada final e é difícil não imaginar o retorno de Matthews de forma mais ativa também. Mas nada será tão impactado como o relacionamento de Deb e Dex. Eles compartilham o nascimento de sangue, que deu origem a escuridão de Dexter e fico muito curioso para ver como será o desenvolvimento de um possível lado negro de Deb. Obviamente que não espero que eles formem uma dupla de assassinos e nem que Deb continue matando, mas a sinergia entre eles agora é mais poderosa do que nunca.
O desafio que Dexter enfrenta para sua provável última temporada é uma batalha contra histórias previsíveis e alguns absurdos desnecessários, como a morte de Viktor no aeroporto internacional de Miami e o sequestro de Estrada em frente a um parque, bem no meio do dia, por exemplo. Como fã de Dexter eu torço por sua conclusão no ano que vem, torço por um final digno e chocante. Independente de qualquer erro que a série tenha cometido nessa temporada, uma coisa é muito clara para mim: estou muito ansioso para a 8ª temporada. Até lá.
Pensamentos finais:
- Algumas provas da previsibilidade do roteiro nessa 7ª temporada:
“Gosto de pensar que ao pegar aquela lâmina com o sangue de Travis, LaGuerta assinou seu próprio atestado de óbito.” Esse foi um trecho da review do primeiro episódio da temporada. “Sinto uma disposição muito forte da parte de Deb em passar para o lado negro. Esse processo está gradativamente soando como um preparo para suas ações ao final dessa temporada. Minha aposta é que ela vai matar alguém nesse season finale (…).” E esse um trecho da review do oitavo episódio dessa temporada.
- Quinn e a babá? Uma trama super interessante para a próxima temporada, só que não.
- A cena final desse episódio me lembrou do season finale da 1ª temporada com Dexter e Deb andando no meio da parada e o povo aclamando Dexter.
- Agradeço aos deuses de Kobol por Jennifer Carpenter. Ela só melhora, só cresce e a cena em que Deb abraça o corpo de LaGuerta foi mais uma para a lista. Li uma entrevista com o showrunner da série onde ele diz que a cena em questão não estava no script. A decisão de abraçar LaGuerta partiu da própria Jennifer Carpenter de forma espontânea. Clap, clap!
- Dexter termina a temporada com uma crise existencial e perguntando se está diante de um novo começo. Ótima ponte para a próxima temporada.
Sériemaniacos

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