Review: The Walking Dead – 3×04: Killer Within - Líder Séries

ULTIMAS

9 de novembro de 2012

Review: The Walking Dead – 3×04: Killer Within


Meu coração está em cacos.
Spoilers abaixo!
“Killer Within” não é lá um episódio muito interessante pelo que ele traz, e sim por como se encaixa na temporada.
Então vamos começar pelo seu pior: que ceninha mequetrefe aquela da morte da Lori, hein? Pelos três episódios anteriores, pensei que The Walking Dead já tinha superado a coisinha de novela mexicana. Pelo visto não. A cena, em si, é tosca. Tem nem como colocar de um jeito mais educado. E o discurso é exagerado e irreal e Sarah Wayne Callies puxa e puxa, mas simplesmente não dá. A ideia é toda construída numa fundação tão fraca (a de que nos importamos com Lori) que acaba desmoronando em cada etapa. Não funciona nem da maneira mais básica: ver uma mãe dando a vida pelo filho.
Isso é âncora. E por ela, Rick ouvindo a notícia soa forçado. Aprecio a abordagem nova que o Andrew Lincoln estava tentando ali, uma coisa toda original e inesperada, mas… É. Não rolou. Foi a mesma reação que eu tenho quando bato o pé na quina da mesa de centro.
Falando em mesas de centro, acabei sentindo mais a morte do T-Dog. T-Dog, T-Dog, T-Dog. O que dizer de suas cenas e arcos memoráveis? Do tino dramático de seu intérprete? O T em T-Dog era o “The” em The Walking Dead. E ele era o “Walking Dead”, também.
Sua falta será… Alguma coisa. De um jeito ou de outro. Ou não.
Pelo menos a série matou dois personagens em um quarto episódio de temporada. E é esse tipo de atitude tô-nem-me-importando que ainda me deixa confiante nesta boa temporada. Quer dizer, você pode resumir 40% das minhas reviews anteriores com “Menos Lori” e agora nós vamos ter nenhuma Lori. Isso, amigos, é o cheiro dos motores bem calibrados da democracia. Ainda teremos Rick-chorando-por-Lori e Carl-todo-conturbado, certamente. E isso vai durar até a metade dessa temporada. Mas é um pequeno preço a se pagar para livrar a série de um peso morto. (Não estamos falando de T-Dog. Ele merecia bem melhor. Ainda merece, onde quer que esteja).
E, sério, foi isso que fizeram aqui. Limparam a casa. Por um lado é bom. Meio que um mea culpa dos caras de que fizeram merda nas temporadas passadas. Por outro lado, É UM MEA CULPA DOS CARAS. Admitir que Lori e T-Dog nunca foram importantes ou tratados bem de verdade pelo roteiro? Depois de tantas cenas e drama? Por um lado, é meio que cara de pau. Quebra a confiança com uma audiência que depositou expectativa nesses personagens. Por outro, é o mínimo que a série podia fazer antes de seguir nesse seu novo caminho.
Pelo menos aquela sequência toda foi bem incrível. The Walking Dead raramente manca nas suas cenas de ação, e ela merece créditos por isso. Dessa vez o destaque foi mesmo a iluminação, o clima apocalíptico de tudo, já que o interior da prisão dá ótimas oportunidades para brincar nessas coisas. E sim, às vezes o truque é simples como ficar desligando e acendendo a luz… Quem falou que precisa ser complicado?
Na verdade, esse devia ser o lema de todo episódio de The Walking Dead. Não precisa complicar e enrolar muito para ser uma série boa. Não precisa tentar ser como Mad Men ou Breaking Bad. É só se jogar em cima de fórmulas velhas e fazer tudo bem feitinho. Como Lost e BSG eram bem inovadoras (e sabiam inovar, ao contrário de The Walking Dead) nós não estamos tão acostumados assim. Histórias de sobrevivência em pegadas mais clássicas e até mesmo clichês? Elas são meio que novas para os telespectadores atuais.
Por isso mesmo que eu curti tanto o episódio, acho, apesar dos pesares. Foi divertido no melhor sentido da palavra. E o melhor sentido da palavra divertido é, obviamente, visualmente e emocionalmente agonizante e claustrofóbico.
Enquanto isso, o clima continua agradável em Woodbury. Até onde dá pra ser agradável, claro. Só eu ou Michonne ficou meio burra dessa semana para cá? Ela simplesmente não sabe fingir. Ela está entendendo os podres da cidade, mas está deixando isso claro demais. Precisa se fazer de burra para sobreviver nesse tipo de universo. Camuflagem. É o básico do básico.
O que talvez seja um bom sinal. Se eu me preocupo com isso, significa que eu me preocupo com a personagem. Melhor ainda, pois anda meio difícil se importar com Andrea, que repete a mesma nota emocional das outras semanas. Ou talvez seja pior, porque tudo que eu queria era seguir o Governador por um episódio inteiro. Só a menção do nome do cara rouba a cena dos personagens que estão presentes. E o nosso vilão é, desde já, fascinante.
Pelo que ando ouvindo de vocês, ele só melhora. E uma The Walking Dead com um personagem desses não pode voltar a ser ruim como era, pode?

Nenhum comentário:

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial