Review: Homeland – 2×05: Q&A - Líder Séries

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2 de novembro de 2012

Review: Homeland – 2×05: Q&A



O “grande passo” que gera um “grande conflito”.
Spoilers Abaixo:
Quando vimos Homeland atravessar aquela grande barreira dramatúrgica na semana passada, todos nos enchemos de dúvidas. É bem verdade que 90% dos fãs têm uma fé inabalável nos responsáveis por sua série do coração, mas ainda eles passaram essa última semana se perguntando pra onde iríamos depois daquilo. Quando uma série dá um passo como esse, tem que estar preparada para os conflitos. Cabe agora, então, nos perguntarmos qual será a nossa maneira de lidar com eles.
Eu estou um pouco desconfiado, devo admitir. Ninguém dá um passo desses no roteiro, em pleno episódio 4, sem estar certo de pra qual direção vai seguir. E a previsão da maioria de vocês se confirmou: Brody, agente duplo, iniciando os trabalhos. Não é a solução mais original do mundo, mas é a mais correta. Nessa atual configuração, continuaremos vendo o personagem trabalhar escondido para os dois lados, e ainda ganhamos o plus de continuar vendo Carrie e ele interagindo. E é isso que a gente quer mesmo… Sentir o cheiro da antiga Homeland na novaHomeland que se anuncia.
Mesmo assim, em se tratando dos antigos autores da série 24 horas, linearidade pode ser um problema. Howard Gordon Alex Gansa são tarados por grandes viradas, mas tem um histórico de dificuldades em lidar com as consequências. E vejam bem, antes de vocês saírem em defesa absoluta, vale lembrar que um maravilhoso documentário bônus, nos extras de uma das temporadas do saudoso Jack Bauer, mostra a equipe de roteiristas falando sinceramente sobre a dificuldade de lidar com certas decisões tomadas e que os lançam em abismos dos quais é difícil sair.
É cedo para falar que é o caso de Homeland, mas se havia uma grande decisão que colocaria a série em risco, essa decisão foi tomada. Viraram Brody do avesso, e mudaram uma parte significativa da engrenagem. A coisa pode ser grande, e por isso mesmo, acho que vão pisar no freio e tentar manter a unidade de eventos dos quais estamos acostumados, ou seja, Brodyagindo pelas costas de ambos. Esse é um artifício esperto, porque faz parecer que mudou tudo, mas no fundo, mudou pouca coisa.
Estávamos muito ansiosos para saber o que aconteceria depois daquela bombástica prisão. E aqui, Damian Lewis provou que pode ganhar tantos prêmios quanto Claire. Foi dele a função de transmitir toda a angústia necessária ao episódio, enquanto, ao mesmo tempo, ele precisava agir com inteligência, para tentar encontrar saídas para aquela situação.
Brody, como todo culpado, foi admitindo as coisas aos poucos. O interrogatório começou brilhantemente, com Peter assumindo o posto e primeiro desarmando as obviedades defensivas do prisioneiro. Claro que todos queríamos ver Carrie naquela posição, e no final das contas, o surto de Peter foi muito sincero (até acreditei nele), embora não consiga deixar de me perguntar por que Brody acreditaria nele tão rápido.
Quando Carrie entrou na sala e começou seu trabalho, vimos a cena bifurcar-se em dois tons distintos. Ela começou bem, jogando com a verdade dissimulada. Sendo muito direta, trouxeBrody para o mundo compartilhado pelos dois, e jogou sua vulnerabilidade em cima dele, como ferramenta de identificação. Carrie dizia a verdade em vários momentos, mas usava a verdade como impulso. A coisa só começou a ficar estranha, quando o discurso dela caiu na pieguice e começou a lançar mão de frases como “esse é o homem por quem me apaixonei”. Se não fosse o trabalho de Damian, que abusou da verdade interpretativa, aquele teria se tornado um momento turbulento, em que as palavras de Carrie perderiam a sinceridade e se tornariam apenas as palavras de uma agente para seu interrogado. Essa pieguice desmascarou a manipulação dela, e por isso, fez a cena perder força.
No entanto, logo depois voltamos ao eixo. Muito sensatamente, a confissão de Brody é tranqüila e o acordo vem como uma decisão que deixa todos os fãs satisfeitos. Há muito potencial nessa nova realidade e mal podemos esperar pra ver tudo isso acontecer. Teremos muito mais da relação louca entre Carrie Brody, e muito mais das liberdades profissionais que ela toma, passando por cima de qualquer hierarquia. Amamos isso nela.
Correndo por fora, o plot de Dana sofre uma transformação e agora ela é cúmplice de um crime cometido pelo filho do Vice-Presidente dos EUA. A reviravolta me assusta, primeiro porque é corriqueira em séries desse tipo, e segundo porque Dana vai galgando sem medo para o posto de nova Kim Bauer da atualidade. Veremos muito mimimi com o casalzinho decidindo o que fazer, e com Dana percebendo que seu príncipe encantado é um mimado que não enfrenta responsabilidades.
Presenciar a nova Homeland, só mesmo no episódio que vem. É somente nele que teremos um vislumbre das prováveis maravilhas que estão sendo preparadas para nós. E enquanto isso, vamos torcendo para que o “grande conflito” que se anuncia seja como uma nova era de perfeitas transformações. Queremos Homeland por muito tempo, e sendo o que é por esse tempo todo, de preferência.
Fonte: seriemaniacos

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