The Big Bang Theory: 6×02: The Decoupling Fluctuation - Líder Séries

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10 de outubro de 2012

The Big Bang Theory: 6×02: The Decoupling Fluctuation


E o melhor de TBBT vem à tona novamente.
Spoilers Abaixo:
Se, na review passada, comentei que The Big Bang Theory havia retornado sem dizer muito a que veio, desta vez preciso reconhecer que a sitcom mais nerd da TV voltou com toda a força, carisma e diversão que tanto nos fizeram amar a série e resistir às suas intempéries.
É verdade que o desenvolvimento do roteiro está para “The Decoupling Fluctuation” como o movimento de rotação está para o nosso planeta: o episódio girou e girou em torno de um eixo, mas acabou não saindo do lugar. No entanto, não podemos nos esquecer de que estamos falando de uma sitcom, formato onde o conceito de episódio filler não faz sentido e, caso não tenhamos absurdos ou inconsistências, a estática pode ser muito bem-vinda se vier acompanhada de uma boa dose de humor inteligente e bem executado.
É justamente esse o caso do episódio, a começar pelo excelente teaser, com o Clube da Luluzinha constatando que Penny não tem tanto interesse em Leonard quanto suas amigas têm por seus respectivos companheiros. Mais uma vez, me sinto obrigado a elogiar Kaley Cuoco, cujotiming cômico está cada vez mais preciso. É claro que, desta vez, o texto ajudou muito, com o principal exemplo sendo a fala da própria Penny: “Maybe this is a new, better, boring kind of love!” Ótima!
Por incrível que pareça – já que andei falando mal da lenga-lenga entre Leonard e Penny ainda na última semana – gostei muito do arco central, que revelou as dúvidas da garçonete quanto à decisão tomada no centésimo episódio de retomar sua relação com o personagem de Johnny Galecki. Da forma como o problema foi introduzido e desenvolvido, tudo funcionou muito bem, e, mais importante, me fez rir como há um bom tempo eu não ria em TBBT.
A série acabou retomando um recurso que já foi muito usado, mas vinha sendo esquecido: o “disse-me-disse” entre personagens, que vão fofocando um segredo entre si, até que a informação chega onde não deveria e se transforma em um problema. Aqui, devo elogiar o raro esforço da série em fugir de uma solução mais óbvia, pois passei todo o episódio acreditando que Leonard descobriria tudo, o que não aconteceu.
O segredo apenas retornou para a própria Penny, na cena que ilustra esta review e que me obriga a dizer que há muitos – mas muitos episódios mesmo – não gosto tanto assim de uma única cena de TBBT. É incrível como a química entre Cuoco e Jim Parsons nunca se perde, não importa quantos personagens ou arcos fiquem entre eles e impeçam que os dois interajam com a frequência com que interagiam antigamente. A reação de Penny à pergunta sobre homeostase foi simplesmente de matar de rir!
Para completar a sequência, a emocionante frase “Please, don’t hurt my friend”, vinda do nerd-alfa, não apenas foi surpreendente, como também me deu um boost gigantesco de simpatia pelo Sheldon, algo que muito raramente ocorre comigo. Parsons, aliás, foi sensacional durante todo o episódio. A interação entre Sheldon e os três personagens com quem ele tem mais afinidade – Amy, Penny e Leonard – foi bem escrita, bem planejada e bem executada.
No fim das contas, Penny não só não consegue terminar com Leonard, como também vai para a cama com ele ao ver sua carinha de pena. E as reações e tiradas de Bernadette e Amy (simplesmente morri de rir com “Se só precisa disso [para te levar para a cama], que bom que você não tem um cachorro!”) ao ouvirem toda a história foram as melhores possíveis.
“The Decoupling Fluctuation” pode não ter resultado em nenhuma evolução na história de TBBT, mas nem precisou disso para se tornar um dos episódios mais recomendáveis da série. O lado fraco da corda continua sendo, infelizmente, Howard, cujo arco do bullying no espaço pode até ter sido engraçadinho, mas achei completamente dispensável diante de tamanha inspiração vinda do restante do episódio. Continuo torcendo para que ele volte logo e deixe de ficar avulso na série, mas, independentemente disso, posso dizer sem medo que estivemos diante de um episódio extremamente bacana, que fez 21 minutos parecerem apenas 5 ou 10.
Observações e destaques:
- Não é a primeira vez que vou dizer que não suporto mais a frase “I’m not crazy, my mother had me tested!”, mas, quando os roteiristas conseguem ir além dela, sempre atingem excelentes resultados e me fazem rir mais um pouco, estendendo a validade da piada. Foi o caso com a fala de Leonard: “WHERE exactly did your mother have you tested?”
- TODA a cena do cinema, que culminou em Stuart oferecendo cereal a Sheldon e sendo cortado com um “Shiu, quero ver o filme!” foi divertidíssima! Aliás, essa nova amizade entre Raj e Stuart está fazendo com que Sheldon desenvolva uma relação divertidíssima com este último, que, espero, ainda pode render muito pano para a manga.
Sheldon: “Wolowitz foi para o MIT, qual é o seu nível educacional?”
Stuart: “Fiz Escola de Artes.”
Sheldon: “Igualmente ridículo, podemos ir.”
SENSACIONAL!!!!

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