Review: Dexter 7×03: Buck the System - Líder Séries

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17 de outubro de 2012

Review: Dexter 7×03: Buck the System



Um animal sempre é mais perigoso quando se sente encurralado.
Spoilers Abaixo:
Em sua terceira semana, a sétima temporada de Dexter continua a trilha dos bons episódios, e entrega uma história que ao mesmo tempo traz conclusões para tramas que eu acreditava que seriam arrastadas por mais tempo, e continua criando boas expectativas para os próximos episódios.
Os efeitos da rehab caseira já estão pesando em Dexter, e todo esse sufoco serviu para trazer aquele bom humor negro já conhecido da série (os sonhos das mortes da atendente dos correios e de Masuka foram ótimos), e também para trazer alguns questionamentos morais que Deb nunca se imaginou fazendo. Controlar e suprimir o Dark Passenger são coisas diferentes. Deb pensa que está ajudando, mas tudo que ela está fazendo é impedir o vapor sair de uma panela de pressão em chama alta, que mais cedo ou mais tarde, vai explodir.  Os questionamentos sobre a conduta de Harry na educação de Dexter também são constantes e ainda não sabemos se canalizar as urgências de Dex foi a melhor maneira de controlá-lo ou simplesmente foi o caminho mais fácil.
A vida de Dexter não está muito fácil. Ele tem sua querida irmã de olho nele como um falcão, um estagiário obcecado por sua aprovação e uma caçada a planejar. Isso porque ele ainda não sabe sobre LaGuerta e a máfia ucraniana. É muito estranho ver Dexter trazendo Deb para o meio de uma caçada e sendo sincero com ela, tentando explicar os “valores” do código de Harry. Ele está tentando racionalizar seu lado negro para ter a benção de Deb e continuar matando.
O debate sobre as falhas do sistema jurídico sempre esteve presente na série, e é um dos principais argumentos que Harry usou para justificar a forma como criou Dex. Essa é a primeira vez que vemos esse tipo de argumento sendo rebatido na pessoa de Deb. Não tem como negar que é muita presunção ter suas próprias leis e ao mesmo tempo querer ser imune as leis que rege o resto do mundo. Mesmo que Dexter se comprometa a matar apenas pessoas que “mereçam”, mesmo que ele prometa agir apenas com provas que apoiem seus instintos, ele não pode negar que esse caminho sempre gera efeitos colaterais, tanto que já vimos algumas pessoas que não se encaixam ao código de Harry sendo mortas devido às ações de Dexter. Doakes e Rita são dois grandes exemplos.
Foi de arrepiar o momento em que Dexter jogou na cara de sua irmã o valor dos seus instintos. Eu até comentei na semana passada que Deb só evoluiu tão rapidamente na carreira policial devido às ajudas de Dexter em seus casos. Ela é a única pessoa nesse mundo que não pode desmerecer a mente de lagarto do seu irmão. No final, parece que ela está começando a se colocar no lugar de Dexter. Será que se ela soubesse que um assassino iria atacar novamente ela conseguiria não fazer nada e confiar cegamente na engessada lei dos homens?
O caso do assassino careca que gostava de brincar de Labirinto do Fauno serviu para Deb questionar tudo que ela considerava absurdo envolvendo a natureza de Dexter. Mesmo odiando, ela entende que a quantidade de injustiça nas ruas é muito grande para depender da lei. É difícil para uma mente racional não considerar Dexter um mal necessário. Porém, a compreensão de Deb veio com um custo muito alto e o relacionamento amoro que ela tinha por seu irmão nunca mais será o mesmo.
Pensamentos finais:
- A primeira interação entre Dexter e o chefão da máfia ucraniana focou em um diálogo sobre frustração. Eu espero não ficar frustrado com o excesso de coincidências envolvendo esse arco. Pulseiras com gps, Louis no lugar errado e filosofias no puteiro com o antagonista, não estão me convencendo.
- O romance entre Quinn e a striper russa está tão interessante quando a morte abrupta de Louis. É difícil se importar muito.
- Yvonne Strahovski continua tão maravilhosa como eu me lembrava dela em Chuck. As faíscas entre Hannah e Dexter não foram sutis, e parece que vamos voltar a ver mais uma mulher na vida de Dexter que o aceita como ele é.

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