Primeiras Impressões: Beauty and the Beast - Líder Séries

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14 de outubro de 2012

Primeiras Impressões: Beauty and the Beast



A bela e o Belo.
Spoilers Abaixo:
Beauty and the Beast é a nova aposta da CW nas noites de quinta-feira, para fazer dobradinha com o blockbuster do canal, The Vampire Diaries. Perceba que a emissora estava tentando de tudo para fazer a série ser boa: Colocou Kristin Kreuk, a Lana Lang de Smallville, obviamente uma queridinha do público (não me incluo nessa categoria!), como principal e resolveram fazer uma remodelagem do conceito de Fera, que obviamente parece mais um modelo de cuecas do que qualquer outra coisa, interpretado por Jay Ryan, de Terra Nova.
A julgar pelo material promocional, a série ganharia de Guys with Kids e Animal Practice como a pior da Fall Season. Já estava preparado para falar muito mal dela aqui, mas acabei me surpreendendo bastante com o Piloto. Não vou dizer que foi um ótimo episódio, porque não foi. Foi simplesmente mediano, que ainda precisa de muito para melhorar, mas de alguma forma, o resultado final foi aceitável.
Cat Chandler (Kristin Kreuk) perdeu a mãe nove anos atrás, assassinada. Quase é morta também, mas um tipo de animal ou não a salva. Atualmente, ela é uma detetive bem sucedida de New York, mas nenhum dia passa sem que ela não pense sobre sua mãe defunta. Mal sabe ela que quem a salvou nove anos atrás foi Vincent Keller (Jay Ryan), um médico que decidiu se alistar nas forças armadas depois de perder seus dois irmãos no 11 de setembro, mas acontece que Keller foi muito inteligente e virou uma cobaia de laboratório, se tornando um super soldado, mas quando os EUA viram que aquilo não daria certo, especialmente depois dos tais soldados começarem a terem um comportamento estranho, tentaram acabar com todos, mas obviamente Vicent conseguiu escapar e agora ajuda as pessoas que precisam na grande maça.
Quando foi divulgado que os dois possuíam uma conexão, estava torcendo para que essa conexão não fosse só porque o Belo a salvou. Quando vi que a mãe dela era uma médica, já estava com a teoria de conspiração pronta para ser usada e foi isso mesmo que aconteceu no piloto: a Asian Mom esteve envolvida no projeto dos super soldados.
Um dos problemas do piloto foi a tentativa de fazer Lana Lang se tornar uma chutadora de bundas. Tudo bem que quando ela quer terminar com algum cara, o macho dela para até na cadeia de tanta raiva que ela fica, mas tirando isso, ela ainda não convenceu como detetive. Ela poderia trabalhar como editora naquela revista que faria mais sentido.
Porém, a conexão dos dois protagonistas não pareceu forçada. Mas Vincent parece um perseguidor mesmo, na maioria das vezes. Ele até fez um pacto consigo mesmo para não socializar com outras pessoas além de seu melhor amigo, mas como Kristin é exótica, ele fez uma exceção.
O caso do episódio serviu só para trazer esses dois mundos em um só, mas até que podiam abrir a série com um caso mais interessante, pra dizer o mínimo. Essa coisa de cara trai a mulher com várias e elas dão uma de possessiva para cima dele e quer envenenar a mulher para os dois ficarem juntos é muito batido. Sem contar que a partir do momento que falaram que o marido traía, pensei na assistente meiga na hora: esse tipo de meiguice não é transmitido na cama.
Porém, conseguiram balancear esse lado procedural da série com o lado dramático de maneira eficiente, sem correr com nenhuma resolução e sem dar prejuízo no arco principal. Cat havia sido encoxada no túnel do metrô, e por isso ela não achou estranho quando ele finalmente se revelou como besta.
Beauty and the Beast acabou sendo a série que todo mundo sabia que ia ser uma merda, mas acabou virando a mais hispter até agora. Se conseguirem conduzir bem a série, saindo do óbvio e com casos mais interessantes, a Bela e o Belo com certeza vai vingar.
P.S: Pensando bem, Vincent pode até ser uma fera, besta para os padrões da CW. Afinal, ele tem uma cicatriz no rosto.

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