Fringe: 5×01: Transilience Thought Unifier Model-11 [Season Premiere] - Líder Séries

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1 de outubro de 2012

Fringe: 5×01: Transilience Thought Unifier Model-11 [Season Premiere]


Fight for the future.
Spoilers Abaixo:
É muito estranho começar a falar de uma Season Premiere de Fringe pela última vez, mas cá estamos nós. Satisfeitos, até certo ponto, porque a história que acompanhamos nos últimos cinco anos e que vimos crescer promete ter um final digno e planejado, só que ao mesmo tempo, ainda temos aquele frio na barriga, afinal, é meio que impossível não criar nenhuma expectativa em relação ao fechamento da série.  Fã que é fã não quer só a promessa de fim que apare arestas e amarre todas as tramas, nós queremos mais. Queremos emoção e queremos ter o direito de falar com a boca cheia: “Foi foda”. Não é pedir muito, não é mesmo?
A coisa mais engraçada é, talvez, assistir sem medo do cancelamento. Já sabemos que vai terminar, então, não existe mais aquele estresse, aquela tensão maldita que nos assombrou nos últimos dois anos, principalmente. Sinto que esse é o momento de aproveitar e curtir tudo, até o último segundo. Pelo menos é isso o que pretendo fazer, já como forma de preparação para minha depressão pós-Fringe. Mas deixemos essa saudade antecipada de lado, porque tem uma Premiere inteirinha para comentar.
Fringe voltou muito bem. A série está focada e tem um objetivo a cumprir, por isso, o episódio veio sem enrolação e foi direto ao ponto. Apresentou novos detalhes à trama introduzida no episódio 4×19 “Letters Of Transit” e mostrou mais do novo cenário em que estamos inseridos: 2036. Essa ideia é ótima. Já sabemos, em linhas gerais, tudo o que acontece nos 21 anos que separaram Etta de sua família e, como não há muito sentido em embromarem no assunto da gravidez de Olivia, a melhor opção é fazer o salto temporal e continuar a série de um ponto que seja realmente interessante.
Tudo isso foi feito preenchendo algumas lacunas para o espectador. Na temporada passada não sabíamos nada sobre o paradeiro de Olivia ou o motivo pelo qual Etta não havia sido “amberizada” com seus familiares, mas as explicações, simples e diretas, vieram logo. A cena que abre o episódio e que parece um sonho de Peter é, na verdade, um pesadelo bem real. Uma lembrança do momento em que os humanos viram o planeta ser invadido pelos Observadores, o tal Expurgo, citado anteriormente. Nesse exato ponto é que a separação começa, já que Etta se perde no meio da invasão.
É aí que começa o drama de Peter, que fica obcecado por encontrar a filha a ponto de deixar Olivia de lado, afinal, apesar de tudo, ela jamais deixaria de cumprir sua missão como agente da Fringe Division, saindo em busca do objeto que dá título a esse episódio, traduzido como Unificador de Pensamentos Modelo 11.  Como o perigo estava (e está) por todos os lados, a solução de Olivia, sozinha em NY foi utilizar o dispositivo de âmbar. Walter fez o mesmo com o pessoal do laboratório e assim, todos chegam a 2036 inteiros e bem conservados. No lugar de Etta eu passaria por um trauma de identidade, tendo pais que não podem ter 10 anos a mais que ela, tecnicamente falando.
Como dá para notar, tudo se encaixa e tudo faz perfeito sentido, mas acredito que ainda saberemos mais sobre tudo isso e sobre como Etta sobreviveu sem a família, por tanto tempo. Se ela não lembra nem de um passeio com Walter, num carrossel, como poderia saber quem eram seus pais?
A jogada dos ciganos do âmbar foi muito interessante e nos levou sem mais delongas até Olivia e a um velho conhecido: Markham. O homem dos livros, que sempre teve informações preciosas sobre o manifesto das Primeiras Pessoas revela sua paixão por Olivia e, segundo consta, vem para acrescentar alguns detalhes da mitologia da série nessa temporada final. É nessa hora que ganhamos duas referências literárias. A primeira com “A Bela Adormecida” e a fantasia de Markham de que despertaria Olivia de seu sono e ela se apaixonaria por ele, depois, com o autor que mais contribuiu para a trama de Fringe, Isaac Asimov. Já falei dele e de seus livros algumas vezes por aqui, mas foi lindo ver a série honrando sua fonte de inspiração.
Aproveitando que âmbar é o assunto, fico querendo entender o lance com William Bell. Sim, as armas que matam Observadores são uma versão daquela mostrada em “Brave New World”, mas se em “Letters Of Transit” ele ainda estava no âmbar, tanto que Astrid guarda a mão do dito cujo numa bolsa, como é que Bell poderia ser aliado de Foster, o tal chefe de Etta, que foi descoberto por Windmark? Fico no aguardo de uma boa explicação lógica, já que o paquerinha de Etta, inclusive mostra as fotos de Belly no âmbar.
Uma das cenas mais fortes foi a da tortura de Walter. Mais uma vez, John Noble mostra que é um ator fenomenal e que não recebe os méritos que merece por seu trabalho, mas não deixo de lado a atuação de Michael Kopsa como Windmark, porque a frieza dele e as expressões faciais (ou falta de) na sequência toda é realmente de dar arrepios. Mais uma explicação direta vem daqui.
Sabemos que September, de alguma forma, colocou o plano que salvará a humanidade, fracionado, no cérebro de Walter. Por isso Olivia precisava buscar o Unificador de Pensamentos, mas a coisa toda não poderia ser tão simples. Mais uma vez Walter precisa lidar com a perda de sua memória e de sua capacidade cerebral, mas acredito que a chave de tudo esteja na música. Com tantas citações assim e com o óbvio desprezo dos Observadores por algo que são só “tons, ritmos e vibrações harmônicas” minha teoria principal é a de que Walter será capaz de recuperar e reorganizar o plano por meio da música. Inclusive, já houve episódios nas duas primeiras temporadas em que Walter utiliza a música como recurso para ativar sua memória recortada pela perda dos pedacinhos de seu cérebro.
Vale citar que já existem teorias que dizem que Etta seria a chave de tudo e o fator definitivo par a recuperação da memória de Walter, mas não vejo muito sentido nisso, pelo menos por enquanto. Há quem diga que September também plantou o plano na cabeça de Etta, afinal, eram as imagens dela que Walter tentava proteger em sua mente. Pode ser exatamente isso, mas agora ela já é um grande alvo dos Observadores.
Etta é colocada como um símbolo de esperança.  No comecinho do episódio ela está assoprando um dente de leão seco e a cena final, em que Walter é atraído pelo reflexo dos CDs (olha a música aí de novo) exatamente como Belly o atrai em Lysergic Acid Diethylamide (3×19), ele observa um dente de leão nascendo em meio aos escombros. O que é interessante, já que o ar está sendo dominado pelo monóxido de carbono e Windmark afirma que “nada cresce em terra seca”. Walter escuta música novamente, vê o dente de leão e a impressão que fica é a de que, embora o plano de destruição dos Observadores esteja pouco mais de 20 anos atrasado, ainda é possível ter esperanças.
É bizarro pensar que por muito tempo, sequer cogitamos os Observadores como vilões da série. Talvez por September parecer sempre tão amigável, a imagem desses humanos do futuro tenha ficado mais positiva do que deveria. Só estou esperando que nos expliquem bem direitinho porque Peter tinha de morrer (nos dois universos) e porque September o julgava tão importante. Seria porque sem Peter nunca haveria Etta? Essa temporada, como se pode notar, vem com imensa responsabilidade, porque somos curiosos e queremos mais do que fatos avulsos que não conectam nada.
Só para não deixar de citar mais alguns pequenos detalhes, temos uma profusão de borboletas em diversas cenas e até a aparição de um cavalo marinho. Uma palavra escrita numa parede jê começa a tirar o sono dos mais fanáticos: Fátima. O nome é muito ligado a histórias religiosas, como a da Profecia de Fátima para as três crianças pastoras em Portugal. Tenho lá minhas dúvidas sobre Fringe utilizar uma referência assim tão avulsa, mas quem sabe? Há também a história de Fátima como filha de Maomé, que de islâmica se converte ao cristianismo, sendo uma espécie de ponte entre ideias conflitantes. Até faria sentido dentro da proposta dessa temporada, mas a palavra pode ser apenas um easter egg para algum conteúdo do próximo episódio.
Infelizmente tiraram toda a graça da caçada semanal ao Observador escondido, mas tudo bem, tentarei superar. Temos também símbolos muito parecidos na camiseta de nosso velho conhecido Mr. X e na marca registrada do “governo” dos Observadores.
Também quero elogiar os cenários, muito bem feitos e que realmente passam uma sensação apocalíptica, com tons de cinza bem depressivos, que inclusive é a cor dominante na abertura. Já havia feito a análise das palavras contidas nessa abertura para “Letter Of Transit”, mas não custa repetir e relembrar, porque os Observadores querem reduzir os humanos em todos os sentidos, inclusive em tempo de vida, que caiu para 45 anos.
Tudo começa com a explosão do Big Bang e vai passando por neurônios, até uma multidão de pessoas dentro de uma prisão. As palavras que aparecem são: Comunidade, alegria, individualidade, educação, imaginação, pensamento privado, propriedade, livre arbítrio, devido processo, liberdade.
O Glyph Code da semana é DOUBT, significando dúvida ou incerteza. Não encontrei uma mensagem muito clara nesse código. Talvez ela esteja ligada ao futuro da humanidade ou apenas é uma referência direta a incerteza de que Walter um dia relembre do plano de September.
P.S*Torcendo pela aparição de Gene e September, bem vivinhos.
P.S* Emocionante a cena em que Olivia conhece Etta adulta. A conversa com Peter, sobre as decisões que os separaram, também foi muito bonita.
P.S* Anotem aí, mais apelidos de Astrid: Aspen e Afro.
P.S* Quem ficou com vontade do “palito de ovo”? Comida punitiva e futuro miserável me fizeram soltar uma gargalhada.
P.S*Saudade do pessoal do lado B. Confesso.
P.S* Quero ver quem vai ser idiota a ponto de continuar dizendo que “Letters Of Transit” foi episódio filler e desnecessário na Season 4.

Fonte: Séries MAniacos

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