Continuum – 1×09: Family Time - Líder Séries

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2 de agosto de 2012

Continuum – 1×09: Family Time


Continuum surpreendendo com o previsível.
Spoilers Abaixo:
“Family Time” foi previsível, mas foi tão bem executado que surpreendeu além da conta. Dava para imaginar que este episódio aconteceria e que algo trágico ocorreria na família de Alec, fazendo-o se tornar naquele homem que vimos em 2077. Mas o episódio conseguiu abrir o precedente da tragédia e ainda deixar espaço para que ela se amplie futuramente.
Digo isso porque só a morte do padrasto parece pouco para justificar uma mudança tão radical. Esta morte terá mais influência negativa em Julian do que em Sadler, o que pode significar a existência de outro confronto entre os dois depois, dando, provavelmente, um maior motivo para Alec mudar.
Interessante foi a ironia do título: Family Time. Com um nome desses, parecia que o encontro de Kiera com Alec iria render uma confraternização – e no início até foi uma confraternização enquanto ela conhecia o local de “trabalho” dele. Mas não. Tudo o que houve foi exatamente o contrário. Nisso ainda dá para notar que, na presença da Protetora, muita coisa ruim já aconteceu aos seus “amigos”.
Vimos, por exemplo, que a irmã e a avó de Kellog morreram perto dela, e agora aconteceu o mesmo com o padrasto de Alec. Coincidência ou peça do destino, tais acontecimentos levaram a um momento de fragilidade na protagonista, rendendo uma situação, digamos, diferente.
Custei a acreditar quando vi Matthew e ela em clima romântico. Não deu para engolir bem. A impressão que dá é que ele é um personagem pequeno demais para esta posição. E a justificativa de que somente os dois poderiam se entender nesta “terra estranha” ficou forçada, considerando que só agora ouvimos isto. Só na reta final da temporada.
Particularmente, nunca vi Kellog como par romântico dela. Suas intenções são sempre tão escusas que, do jeito que colocaram no final do episódio, agora ele é nobre. Logo, considerando tudo o que já ouvimos sobre ele até aqui, ou ele é o herói da história ou ele está armando algo de imensas proporções.
Carlos, no entanto, já teve vários momentos “desconfortáveis” com Kiera, implicando em um possível envolvimento dos personagens. Para completar, enquanto ele estava morrendo, ela resolveu contar sobre a família e o filho que tem e que podem nunca existir. Imagino que ele ainda se lembrará disso só para complicar um pouco ou achar que imaginou porque estava quase morto.
 Voltando ao tema central do episódio, me pergunto se Kagame sabia da presença de Alec na fazenda de Julian. No 1×08 ele terminou descobrindo sobre o envolvimento de Sadler com Kiera, mas a série não mostrou se ele chegou a relacioná-lo com o meio-irmão. Porém, Edouard deu muita importância para o que acontecia na casa de Roland, chegando a chamar este dia de “Dia de Teseu”, o dia “um” da revolução.
Sabendo ou não da presença de Alec lá, fica ainda a incógnita do destino de Julian. Como ele vai pensar daqui em diante, e quem ele vai culpar pela morte do pai, não ficou claro ainda. Na verdade, ele não teria ninguém para culpar além de si mesmo, mas, diante de tanta revolta e descontrole, ele certamente tenderá a colocar a culpa no governo.
O desenrolar dos acontecimentos na fazenda merecem atenção. Alec, como sempre, conseguiu circular com sua genialidade, principalmente porque os que o cercam não fazem ideia da mente que ele tem. Foi ótimo vê-lo depositar sua confiança nela (e no traje) para solucionar as coisas, especialmente porque no início ele tentou esconder a história de Julian dela.
Se bem que a “genialidade” dele teve mais espaço que o necessário, pois ali havia apenas meninos com crenças no que eles nem conheciam. Julian, para começar, detalhava os planos de fuga na frente dos reféns, na maior demonstração de ingenuidade possível. Hoyt fez tanto para ser revolucionário e ter o posto de “Teseu” que acabou morto por nada. Os demais garotos só foram na fazenda buscar uma encomenda e nem sabiam segurar uma arma direito. Muito retrógrado ver Kagame confiando seu “dia um” nas mãos de crianças.
Por último, preciso destacar que a morte de Roland foi como sua redenção com o filho. Mesmo que ele não apoie a violência, foi ele quem plantou a semente da revolta em Julian. Não fosse a estupidez e prepotência da polícia, este pai teria conseguido dar sua lição e seu perdão para o menino.
A cena da esposa desesperada com o marido morto no colo ficou excelente. Quer dizer, o episódio inteiro ficou. “Family Time” deixou tudo da maneira mais complicada e dúbia possível para que “End Times” tenha sua chance de ser perfeito. Não imaginava que o final de Continuum prometeria tanto, mas já estou achando que a série terá seu lugar entre as melhores séries de ficção científica da atualidade.
Observações:
- Teseu: guerreiro que enfrentou o Minotauro unificou o povo de Atenas.
- Estranha e interessante a fala de Kellog: “O que acontece no futuro, fica no futuro.”
- O fato de Kellog se juntar ao Liber8 apenas após a morte da irmã significa que ele passou a pensar como ela ou que ele pretendia se vingar de Kagame?
- O que Kagame fará com Julian? Às vezes tenho a impressão de que o menino é agora uma “ponta solta”.
- A imagem da review seria um print de Julian. Mas depois de ver a foto de Kiera tão bem no traje preto, não teve jeito… By the way, ótima ideia de cor, Alec.

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